01Duodenopancreatectomia
Via de acesso
Aberta (convencional), videolaparoscópica ou robótica.
Indicações
Tumores da cabeça do pâncreas, da ampola de Vater, do duodeno e da porção distal da via biliar (colangiocarcinoma distal), além de alguns tumores neuroendócrinos e císticos. Nos tumores pancreáticos limítrofes, a cirurgia costuma ser precedida de quimioterapia neoadjuvante.
Técnica
Também conhecida como gastroduodenopancreatectomia ou cirurgia de Whipple, é a principal cirurgia para os tumores da cabeça do pâncreas. Retiram-se a cabeça do pâncreas, o duodeno, a vesícula biliar e a porção distal da via biliar, com linfadenectomia regional. Dependendo do caso, parte do estômago também é retirada.
Depois da ressecção, o trânsito é reconstruído com uma alça de intestino delgado, à qual são unidos o pâncreas remanescente (anastomose pancreatodigestiva), a via biliar (anastomose biliodigestiva) e o estômago ou o duodeno. Quando o tumor envolve a veia porta ou a veia mesentérica superior, um segmento dessa veia pode ser ressecado e reconstruído.
Recuperação
É uma das cirurgias mais complexas da oncologia abdominal e exige experiência da equipe e cuidado rigoroso no pós-operatório. A internação costuma durar de uma a duas semanas, e a alimentação é retomada de forma progressiva.
A principal complicação é a fístula pancreática (vazamento da anastomose com o pâncreas), por isso são usados drenos e o acompanhamento é próximo. Depois da cirurgia, alguns pacientes precisam de enzimas pancreáticas para digerir bem a gordura, e a glicemia deve ser acompanhada. Nos tumores malignos, a quimioterapia adjuvante é iniciada após a recuperação, conforme o caso.
