Cirurgia do aparelho digestivo

Câncer de Pâncreas

Cirurgia oncológica do pâncreas, de alta complexidade, com planejamento individual e acompanhamento multidisciplinar antes, durante e depois da operação.

Cirurgião operando no console do robô cirúrgico DaVinci

O que é o câncer de pâncreas

O tipo mais frequente é o adenocarcinoma ductal. O tumor pode surgir na cabeça do pâncreas, próxima ao duodeno e à via biliar, ou no corpo e na cauda do órgão. Existem também os tumores neuroendócrinos e as lesões císticas, que exigem acompanhamento e, em alguns casos, cirurgia.

Entre os fatores associados estão o tabagismo, o diabetes, a pancreatite crônica, a obesidade e a história familiar.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas dependem da localização do tumor e muitas vezes aparecem tarde. Podem ocorrer icterícia (pele e olhos amarelados, com urina escura e fezes claras), dor abdominal que pode irradiar para as costas, perda de peso e de apetite e diabetes de início recente.

O diagnóstico é feito por exames de imagem (tomografia ou ressonância magnética) e, quando necessário, ecoendoscopia com biópsia. O marcador CA 19-9 ajuda no seguimento, mas não faz o diagnóstico sozinho.

Como é o tratamento

A cirurgia é a forma de tratamento com potencial de cura, mas só é possível quando o tumor é ressecável. Em parte dos casos, a operação é precedida de quimioterapia (tratamento neoadjuvante). Por serem cirurgias de grande porte, devem ser feitas por equipe experiente, em hospital preparado para o pós-operatório.

Cirurgias do pâncreas

01Duodenopancreatectomia

Via de acesso

Aberta (convencional), videolaparoscópica ou robótica.

Indicações

Tumores da cabeça do pâncreas, da ampola de Vater, do duodeno e da porção distal da via biliar (colangiocarcinoma distal), além de alguns tumores neuroendócrinos e císticos. Nos tumores pancreáticos limítrofes, a cirurgia costuma ser precedida de quimioterapia neoadjuvante.

Técnica

Também conhecida como gastroduodenopancreatectomia ou cirurgia de Whipple, é a principal cirurgia para os tumores da cabeça do pâncreas. Retiram-se a cabeça do pâncreas, o duodeno, a vesícula biliar e a porção distal da via biliar, com linfadenectomia regional. Dependendo do caso, parte do estômago também é retirada.

Depois da ressecção, o trânsito é reconstruído com uma alça de intestino delgado, à qual são unidos o pâncreas remanescente (anastomose pancreatodigestiva), a via biliar (anastomose biliodigestiva) e o estômago ou o duodeno. Quando o tumor envolve a veia porta ou a veia mesentérica superior, um segmento dessa veia pode ser ressecado e reconstruído.

Recuperação

É uma das cirurgias mais complexas da oncologia abdominal e exige experiência da equipe e cuidado rigoroso no pós-operatório. A internação costuma durar de uma a duas semanas, e a alimentação é retomada de forma progressiva.

A principal complicação é a fístula pancreática (vazamento da anastomose com o pâncreas), por isso são usados drenos e o acompanhamento é próximo. Depois da cirurgia, alguns pacientes precisam de enzimas pancreáticas para digerir bem a gordura, e a glicemia deve ser acompanhada. Nos tumores malignos, a quimioterapia adjuvante é iniciada após a recuperação, conforme o caso.

02Pancreatectomia corpo-caudal

Via de acesso

Aberta (convencional), videolaparoscópica ou robótica.

Indicações

Tumores do corpo e da cauda do pâncreas: adenocarcinoma, tumores neuroendócrinos e tumores císticos com risco de malignidade.

Técnica

Consiste na retirada do corpo e da cauda do pâncreas, preservando a cabeça do órgão. Nos tumores malignos, costuma ser feita junto com a esplenectomia (retirada do baço) e a linfadenectomia regional, pela proximidade do baço e dos vasos e gânglios da região. Nos tumores benignos ou de baixo grau, o baço pode ser preservado.

Como a cabeça do pâncreas é preservada, em geral não há necessidade de reconstruir o trânsito intestinal: o coto pancreático é fechado com grampeador, e o pâncreas remanescente continua exercendo suas funções.

Recuperação

A internação costuma durar de cinco a sete dias. A principal complicação é a fístula pancreática, que é controlada pelos drenos e, na maioria das vezes, fecha sozinha.

Quando o baço é retirado, são recomendadas vacinas contra pneumococo, meningococo e Haemophilus, para reduzir o risco de infecções graves. A função do pâncreas e a glicemia devem ser acompanhadas após a cirurgia.

O cuidado vai além da cirurgia. Cada paciente recebe um preparo perioperatório individualizado, com pré-habilitação com a equipe multidisciplinar da Supera Oncologia, e é acompanhado pela equipe de medicina perioperatória durante toda a internação hospitalar.

Agende sua consulta

Converse com o Dr. Cristiano Vendrame sobre o seu caso. O atendimento é no consultório da Supera Oncologia, em Chapecó (SC).