01Gastrectomia
Via de acesso
Aberta (convencional), videolaparoscópica ou robótica.
Indicações
Câncer de estômago (adenocarcinoma gástrico) e outros tumores gástricos, como os tumores estromais (GIST), em que pode bastar a retirada do tumor com margem. Nos tumores localmente avançados, a cirurgia é frequentemente combinada com quimioterapia antes e depois da operação (perioperatória).
Técnica
A gastrectomia é a retirada de parte ou de todo o estômago, de acordo com a localização do tumor, junto com o omento (a gordura que recobre o estômago) e os linfonodos. A linfadenectomia de escolha é a D2 (até a segunda cadeia de drenagem linfática); a D1, que retira apenas os gânglios ao redor do órgão, é a exceção.
- Gastrectomia parcial (distal). Retira a parte inferior do estômago, indicada nos tumores localizados nessa região.
- Gastrectomia total. Retira todo o estômago, e a reconstrução é sempre feita com um Y de Roux (o esôfago é ligado a uma alça do intestino delgado).
- Gastrectomia proximal ou esofagogastrectomia. Indicada nos tumores da parte alta do estômago e da junção com o esôfago, conforme a extensão do tumor.
Reconstrução
A continuidade com o intestino é feita, na maioria das vezes, em Y de Roux; mais raramente, pelas técnicas de Billroth I ou II.
Recuperação
A dieta é reiniciada de forma progressiva nos primeiros dias, e a internação costuma durar de cinco a sete dias. Depois da cirurgia, as refeições devem ser menores e mais frequentes, com acompanhamento nutricional.
Após a gastrectomia total, é necessária a reposição de vitamina B12 por toda a vida. Alguns pacientes podem apresentar sintomas como a síndrome de dumping (mal-estar após as refeições), que costuma melhorar com ajustes na dieta.
