Cirurgia do aparelho digestivo

Câncer de Estômago

Tratamento cirúrgico do câncer de estômago, com gastrectomia por técnicas minimamente invasivas quando indicadas e preparo perioperatório individualizado.

Cirurgião operando no console do robô cirúrgico DaVinci

O que é o câncer de estômago

O câncer de estômago, na maior parte das vezes um adenocarcinoma, é um tumor que se origina nas células da parede interna do órgão. Entre os fatores associados estão a infecção pela bactéria Helicobacter pylori, o tabagismo, o consumo elevado de sal e de alimentos conservados ou defumados, a gastrite atrófica crônica e a história familiar.

Existem ainda outros tumores do estômago, como os tumores estromais (GIST) e os neuroendócrinos, que têm abordagem própria.

Sintomas e diagnóstico

Nas fases iniciais, o câncer de estômago costuma não causar sintomas ou causar sintomas parecidos com os da gastrite, como queimação, má digestão e sensação de estômago cheio. Com a progressão da doença, podem surgir dor abdominal persistente, perda de peso sem explicação, saciedade precoce, vômitos, anemia e sangramento, que pode deixar as fezes escuras. Sintomas que não melhoram devem ser avaliados por um médico.

O diagnóstico é feito pela endoscopia digestiva alta com biópsia. A tomografia e outros exames definem a extensão da doença (estadiamento) e orientam o tratamento.

Como é o tratamento

Quando o tumor pode ser retirado, a cirurgia (gastrectomia) é a base do tratamento com intenção de cura, e frequentemente é combinada com quimioterapia antes e depois da operação. A conduta é definida em conjunto com a oncologia clínica, a partir da avaliação individual de cada paciente.

Cirurgia do câncer de estômago

01Gastrectomia

Via de acesso

Aberta (convencional), videolaparoscópica ou robótica.

Indicações

Câncer de estômago (adenocarcinoma gástrico) e outros tumores gástricos, como os tumores estromais (GIST), em que pode bastar a retirada do tumor com margem. Nos tumores localmente avançados, a cirurgia é frequentemente combinada com quimioterapia antes e depois da operação (perioperatória).

Técnica

A gastrectomia é a retirada de parte ou de todo o estômago, de acordo com a localização do tumor, junto com o omento (a gordura que recobre o estômago) e os linfonodos. A linfadenectomia de escolha é a D2 (até a segunda cadeia de drenagem linfática); a D1, que retira apenas os gânglios ao redor do órgão, é a exceção.

  • Gastrectomia parcial (distal). Retira a parte inferior do estômago, indicada nos tumores localizados nessa região.
  • Gastrectomia total. Retira todo o estômago, e a reconstrução é sempre feita com um Y de Roux (o esôfago é ligado a uma alça do intestino delgado).
  • Gastrectomia proximal ou esofagogastrectomia. Indicada nos tumores da parte alta do estômago e da junção com o esôfago, conforme a extensão do tumor.

Reconstrução

A continuidade com o intestino é feita, na maioria das vezes, em Y de Roux; mais raramente, pelas técnicas de Billroth I ou II.

Recuperação

A dieta é reiniciada de forma progressiva nos primeiros dias, e a internação costuma durar de cinco a sete dias. Depois da cirurgia, as refeições devem ser menores e mais frequentes, com acompanhamento nutricional.

Após a gastrectomia total, é necessária a reposição de vitamina B12 por toda a vida. Alguns pacientes podem apresentar sintomas como a síndrome de dumping (mal-estar após as refeições), que costuma melhorar com ajustes na dieta.

O cuidado vai além da cirurgia. Cada paciente recebe um preparo perioperatório individualizado, com pré-habilitação com a equipe multidisciplinar da Supera Oncologia, e é acompanhado pela equipe de medicina perioperatória durante toda a internação hospitalar.

Agende sua consulta

Converse com o Dr. Cristiano Vendrame sobre o seu caso. O atendimento é no consultório da Supera Oncologia, em Chapecó (SC).