01Colectomias
Via de acesso
Aberta (convencional), videolaparoscópica ou robótica.
Indicações
Câncer de cólon e pólipos com câncer que não podem ser tratados por colonoscopia. O tratamento é, na maioria das vezes, cirúrgico e imediato; a quimioterapia depois da cirurgia (adjuvante) é indicada conforme o estádio e o resultado do exame anatomopatológico, principalmente quando há linfonodos comprometidos.
Técnica
É a retirada de parte do intestino grosso, e o nome da cirurgia vem do segmento ressecado. O princípio é retirar o segmento do cólon com o seu mesocólon, que contém os vasos e os linfonodos que drenam o tumor, ligando os vasos na sua origem e com margens de segurança, para uma linfadenectomia adequada.
- Hemicolectomia direita. Retirada do ceco, do cólon ascendente e da primeira parte do cólon transverso, com a porção final do intestino delgado. A continuidade é restabelecida entre o intestino delgado e o cólon.
- Transversectomia. Retirada do cólon transverso, nos tumores localizados nessa região.
- Hemicolectomia esquerda. Retirada do cólon descendente e de parte do cólon transverso, nos tumores do lado esquerdo.
- Sigmoidectomia. Retirada do cólon sigmoide, o segmento que antecede o reto.
- Colectomia total ou subtotal. Retirada de todo o cólon, indicada em situações específicas, como tumores em mais de um ponto ou síndromes hereditárias.
Recuperação
A continuidade do intestino é restabelecida por anastomose (emenda), mais comumente do intestino grosso com ele mesmo ou com o intestino delgado. Na maioria das vezes não é necessária estomia; ela fica reservada a situações como obstrução ou perfuração do intestino.
Com os protocolos de recuperação acelerada, a alimentação é reiniciada nas primeiras horas ou dias, e o paciente é estimulado a caminhar logo. A internação costuma durar de três a cinco dias, em geral menos nas cirurgias por laparoscopia ou robótica. O retorno às atividades acontece em algumas semanas, e o acompanhamento inclui exames de imagem e colonoscopia.
